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Tarifaço: Casagrande cobra articulação para proteger economia capixaba

Tarifaço: Casagrande cobra articulação para proteger economia capixaba
  • Publicadojulho 14, 2025

Casagrande e Alckmin discutem impacto das tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras

O governador Renato Casagrande voltou a assumir o papel de articulador político em defesa do Espírito Santo frente ao tarifço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em reunião nesta segunda-feira (14), em Brasília, com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, Casagrande reiterou a necessidade de uma ação coordenada entre governo federal, estados e setor produtivo para conter os impactos negativos das tarifas sobre a economia.

“Reafirmei minha posição em defesa da soberania nacional e da busca de negociação com o governo americano. Precisamos de uma diplomacia econômica eficiente, que preserve o emprego e a competitividade do país”, declarou Casagrande.

O apelo ganha ainda mais peso considerando a relevância do comércio exterior para o Espírito Santo. Segundo o governador, cerca de 30% das exportações capixabas têm como destino os Estados Unidos. A imposição de tarifas, portanto, representa uma ameaça concreta a milhares de empregos e à estabilidade econômica regional.

Casagrande também defendeu uma atuação mais incisiva do setor empresarial. “O governo brasileiro está buscando também mobilizar os empresários da agricultura e da indústria para influenciar o empresariado americano e, com isso, estimular uma abertura para o diálogo”, afirmou.

Mais do que uma pauta comercial, o tarifço coloca em xeque a capacidade do Brasil de defender seus interesses em um cenário internacional cada vez mais protecionista. E nesse xadrez global, a inércia é um luxo que o Espírito Santo não pode se dar. Casagrande, ao menos, entendeu o recado e tenta puxar o bloco da resistência. Resta saber se Brasília ouvirá.

Quem cala consente. E no jogo da economia internacional, o silêncio custa caro.

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