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“Aqui, bandido não se cria”: Plano de contingência para barrar migração de criminosos do Rio

“Aqui, bandido não se cria”: Plano de contingência para barrar migração de criminosos do Rio
  • Publicadooutubro 30, 2025

Governo do Espírito Santo aciona plano de contingência após operação no Rio de Janeiro

Por Redação Conecta

Diante da Operação Contenção, realizada pelas forças policiais do Rio de Janeiro nesta terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, o Governo do Espírito Santo respondeu com rapidez e firmeza: colocou em operação um plano de contingência preventivo para impedir que integrantes de facções criminosas cruzem a fronteira e se refugiem em solo capixaba. A ação é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e reforça o compromisso do Estado com uma política de segurança pública eficiente, baseada em inteligência, integração e atuação cirúrgica.

O plano foi apresentado nesta quinta-feira (30) pelo governador Renato Casagrande e pelo vice-governador Ricardo Ferraço, coordenador do Programa Estado Presente em Defesa da Vida. Ambos fizeram questão de destacar que o Espírito Santo está pronto para lidar com qualquer tentativa de infiltração de criminosos oriundos do Rio de Janeiro — ou mesmo de facções capixabas que tenham migrado para o estado vizinho e pretendam retornar.

“Se tentarem voltar, serão alcançados”

Segundo Casagrande, desde que a operação fluminense foi deflagrada, as agências de inteligência estadual e federal estão mobilizadas e integradas, monitorando estradas, trocando dados estratégicos e avaliando riscos. “Estamos desde o ocorrido avaliando a repercussão e se é necessária alguma retenção. […] Se tentarem voltar, serão alcançados. O Espírito Santo está mostrando o jeito de fazer segurança pública que produz efeito para o cidadão”, afirmou o governador, em tom firme.

Casagrande ainda destacou que, ao contrário do temor de que criminosos venham do Rio para o Espírito Santo, a realidade aponta o movimento inverso: “As lideranças criminosas daqui estão migrando para o Rio de Janeiro, pois sabem que aqui são grandes as chances de serem presas.”

Estrutura de prontidão

O vice-governador Ricardo Ferraço foi enfático ao destacar a prontidão do Estado: “Nosso plano de contingência já está em operação, tático e estratégico. […] A estrutura de segurança pública do nosso Estado está pronta.” Para ele, a efetividade das forças capixabas é reconhecida até pelos próprios criminosos, que evitam permanecer no território por saberem que a resposta será rápida e contundente.

A malha viária dos municípios de Presidente Kennedy, Mimoso do Sul, Apiacá, Bom Jesus do Norte, São José do Calçado e Guaçuí — todos na fronteira com o Rio de Janeiro — está com monitoramento reforçado, inclusive com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Até agora, não há indícios concretos de migração de criminosos para o Espírito Santo, segundo o levantamento das agências de inteligência.

“Aqui, os bandidos não se criam”

O secretário de Segurança, Leonardo Damasceno, reforçou que o Espírito Santo tem se tornado um território hostil para o crime organizado. “Aqui, os bandidos não se criam. Temos exemplos recentes de líderes de facções que, ao tentarem voltar do Rio de Janeiro, foram capturados em poucos dias: Marujo, irmãos Vera, Boca de Lata. Nosso monitoramento é profundo e não daremos margem à movimentação dessas lideranças.”

A operação no Rio, marcada pela presença ostensiva das forças de segurança em áreas dominadas por facções, expõe o risco de efeito colateral interestadual, algo que o Espírito Santo se antecipa em conter. A resposta do governo capixaba, nesse contexto, reforça a imagem de um estado que leva a sério a segurança pública e que não hesita em agir com rigor.

Segurança pública como política de Estado

O Espírito Santo tem colhido resultados concretos com sua política de segurança. A combinação entre ações de inteligência, tecnologia, operações de precisão e políticas sociais transformou a atuação do Estado em referência. O Programa Estado Presente em Defesa da Vida, por exemplo, é uma das mais robustas iniciativas do país no enfrentamento à violência, integrando repressão qualificada e inclusão social.

O recado do governo é claro: não haverá espaço para a criminalidade se reorganizar no território capixaba. E mais — o Espírito Santo não será abrigo de criminosos em fuga.

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