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Agora Podemos mais: partido cresce e impõe peso na política capixaba

Agora Podemos mais: partido cresce e impõe peso na política capixaba
  • Publicadodezembro 13, 2025


“Ninguém segura o Podemos? Pelo visto, Podemos tudo”

Com auditório cheio, filiações de peso e respaldo nacional, o partido de Gilson Daniel consolida protagonismo e embaralha o jogo eleitoral de 2026.

Por CNT Política

A política capixaba ganhou um novo jogador de peso. Neste sábado, 13 de dezembro, o Podemos-ES transformou o Centro Cultural Frei Civitella, em Cariacica, em palco de um evento que mais pareceu um lançamento de candidatura majoritária. O Encontro Estadual do partido, liderado pelo deputado federal Gilson Daniel, foi mais do que uma reunião interna. Foi um ato público de afirmação de força, estrutura e projeto político.

Quem esteve lá viu um auditório lotado, discursos bem articulados e uma sequência de novas filiações com densidade eleitoral e simbólica. Em meio a uma política estadual ainda marcada por polarizações mornas e hegemonias antigas, o Podemos aparece como uma força ascendente. E com apetite.

Mais que nomes, um projeto

Entre os novos filiados estão o jornalista Philipe Lemos, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal, o diretor do Incaper e ex-prefeito Alessandro Broedel, a secretária de Estado Cyntia Grillo e os vice-prefeitos José Ramos, de Iúna, e José Marcos, de Muqui. Essa composição mostra que o Podemos não está recrutando por volume, mas por qualidade. Está montando um time competitivo com nomes testados e articuladores de confiança.

Os deputados estaduais Bruno Resende e Fabrício Gandini também anunciaram que vão se filiar ao partido. Quando a janela partidária abrir, o Podemos passará a contar com quatro cadeiras na Assembleia Legislativa. Um salto que o reposiciona no centro das articulações do poder estadual.

Força municipalista e rede institucional

Com dez prefeitos, quatorze vice-prefeitos e 125 vereadores, o Podemos já tem base consolidada no interior. A presença de gestores como Wanderson Bueno, de Viana, Bruno Pella, de Rio Bananal, e Romário, de Iúna, reforça o perfil municipalista da legenda. Algo que muitos partidos tradicionais abandonaram.

Além disso, o partido teve habilidade política para atrair a presença de lideranças externas como o vice-governador Ricardo Ferraço, o deputado federal Messias Donato e o secretário de Estado Guerino Balestrasi. Essas figuras foram ao evento não por formalidade, mas por cálculo. Reconhecem que o Podemos se tornou um ator com o qual será preciso negociar em 2026.

Estrutura, narrativa e ambição

Mais do que quantidade, o Podemos mostrou que tem estrutura, discurso claro e ambição eleitoral. A legenda fala em renovação, abraça causas populares como o bem-estar animal, com a criação da Pasta Podemos Pelos Animais, sob liderança de Lucas Arca de Noé, e mantém articulação com o governo Casagrande. Foi o primeiro partido a declarar apoio ao projeto político liderado por Casagrande e Ferraço.

Essa postura dá ao partido um espaço de centro articulador. Pragmático, com penetração social e livre de rótulos ideológicos rígidos. Uma posição estratégica para quem quer crescer em um estado marcado por disputas regionais e baixa renovação.

Embaralhando o jogo

Num Espírito Santo onde o roteiro eleitoral de 2026 parecia previsível, o Podemos entrou no jogo com peso e embaralhou o tabuleiro. Se a eleição fosse hoje, a legenda já seria peça relevante nas contas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. E, se continuar nesse ritmo, pode entrar também nas discussões sobre candidatura majoritária.

Uma coisa é certa. Quem subestimou o Podemos vai precisar recalcular a rota. No octógono da política Capixaba o campeão peso-pesado chegou. Atende por Gilson Daniel, mas fala em nome de um coletivo que já se espalha por todo o estado.

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Tudo é político

NEM isento, NEM imparcial A coluna nasce do princípio de que tudo é político. Essa afirmação, longe de ser um exagero, reflete uma constatação fundamental: as decisões que tomamos, as ações que escolhemos e até os silêncios que guardamos reverberam nas estruturas de poder que organizam a sociedade. Formar opinião, distribuir recursos, estabelecer regras e até questionar silêncios é fazer política. Por isso, NEM isento, NEM imparcial: porque se posicionar é uma escolha ética e uma responsabilidade jornalística. Com olhar atento sobre a política capixaba e brasileira, TUDO É POLÍTICO se propõe a ser um espaço de análise crítica, provocação e argumentação bem fundamentada, sem medo de tomar partido desde que seja sempre o partido da democracia, da justiça e da transformação social.

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